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A CULTURA EM CHÃPRETA E REGIÃO

 


A CULTURA EM CHÃPRETA E REGIÃO

José de Arimatéa (Ari) de Vasconcelos Teixeira.


Faço uma retrospectiva do que escreveram Theo Brandão, Alfredo Brandão e Pedro Teixeira sobre as origens culturais desta região onde está Chã-Preta e na segunda edição do livro que coordenei, Pesquisando Chã-Preta, aprofundo o assunto.


As raízes do Folclore foram herdadas pelas danças dos índios e negros nas chapadas de Chã-Preta. Mas nos idos de 1800-1900 os brancos e mestiços, fizeram surgir o Folclore em seus folguedos e o Professor e Folclorista Pedro Teixeira reforça no livro ANDANÇAS PELO FOLCLORE que o pioneiro mestre foi Joaquim Salustinano, conhecido por Jacu, um pagodeiro exímio, cantador de coco e poeta popular repentista de peleja que entre, 1920-30 morou na Várzea do Jacu.


José Aloísio Brandão Vilela, no livro O Coco de Alagoas, 1951, relata: “O negro Jacu, do engenho Barro Branco foi o maior cantador de coco de Alagoas. A feição original da música de seus pagodes era a moldura colorida que o destacava na vasta galeria dos intérpretes do coco. Tornava-se impossível aos seus rivais, reproduzirem os seus múltiplos sons e desenvolverem aquela difícil ginástica do seu canto bizarro”.


As raízes da cultura popular são do povoado Tobias, com o Quilombo de Mestre José Fama, dono de um carrossel que fazia funcionar nas festas de São Sebastião do Tobias. Mestra Romana, da Fazenda Borges de Ismael Brandão e seu filho Lycurgo Brandão com o Pastoril e danças. Houve o Reisado dos Mestres João Catota e João Camilo no Bom Sucesso, época do administrador Né Vital e que ensaiaram também na Boa Vista dos Maia Rebelo Torres e na Beleza do Coronel Florentino de Holanda Cavalcante. João Batista, sanfoneiro e Zé Soares do Tobias.


Mestre Euclides Tenório de Holanda do Barro Branco nascido em 1918 foi dos poetas populares mais afamados a partir dos anos 30. Era filho de Audálio Tenório de Holanda e Olindina Tenório de Holanda.


Beatriz de Vasconcelos Rebelo em 1916 introduziu o Pastoril na sede do povoado Chã-Preta, que trouxe do Bananal de seus avós maternos, para onde sempre ia aprender as jornadas e perdurou por décadas em Chã-Preta, quando anos depois recebeu a parceria de Alzina Vasconcelos Rebêlo, sua prima e cunhada. Em 1937 surgiu o Pastoril de Adília Brandão bastante requisitado.


Iniciaram-se, também, os outros folguedos populares como o guerreiro, pastoril, chegança, etc, sem falar no surgimento de muitos poetas populares que se apresentavam nas Festas e nos finais de semana nos salões das casas-grandes e pequenas dos engenhos e fazendas.


Nos idos de 1930 destacam-se os Sanfoneiros Eustáquio Tenório da Erva do Rato, Joaquim Mandu da Serra da Embira, João Batista e José Joaquim Ribeiro. Poetas Zé Didé da Fazenda Beleza e Zé Alves da Vera Cruz, antiga Cruzes. Os cantadores Catuaba (de coco) e Espeto. E a cultura popular ganhou espaço cada vez mais, sendo estes um dos marcos atuais do município.

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Instituto Intercidadania em 15.02.2014 às 10h17

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