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Avançada

O Berço e o Caixão

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Descrição da Foto

Vida e Morte

Há dois móveis de madeira
Que não é brincadeira

Um com amor é presenteado
O outro contra a vontade é comprado

Um traz felicidade que tonteia
O outro tristeza e cara feia

Um enche de paz e alegria
O outro de sofrimento e agonia

Um vem com futuro e pujança
O outro vai com sonhos e esperança

Um anuncia uma nova aurora
O outro avisa que chegou a hora

Um é luz e imensidão
O outro é treva e solidão

Um mostra que da terra viemos
O outro comprova que pra terra voltaremos

Um representa vida e nascimento
O outro demonstra morte e falecimento

Um construído em madeiras trabalhadas
O outro é feito tábuas mal serradas

Um é continuidade e perpetuação
O outro finda um geração

A cada dia que se passa
De um agente se afasta

E na mesma proporção
Do outro é a aproximação.

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16 comentários

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  1. Ribeiro comentou:

    24.07.2015 - 22h03

    Bela comparação e as propoções foi muito boa. Parabéns Poeta Itaquitinguense.

  2. Luciana Pereira comentou:

    24.07.2015 - 22h42

    É a mais pura verdade, todos temos que passar pelos dois! Parabéns!

  3. Luciana Pereira comentou:

    24.07.2015 - 22h44

    É a mais pura verdade, todos temos que passar pelos dois! Parabéns!

  4. tereza maria mendes barbosa comentou:

    25.07.2015 - 02h12

    E a vida tem dessas coisas tristeza e alegria andam lado a lado um mostrando o valor do outro. Parabéns este poema relata o verdadeiro sentido da vida .você é maravilhoso e sabe bem o. Que faz. Lindo demais este poema.

  5. Carlos comentou:

    04.08.2015 - 12h53

    Esses móveis são despecebidos em nossas vidas. Muito bom Negreiros Neto.

  6. Robson comentou:

    07.08.2015 - 08h28

    Eita dois móveis porreta. Muito bom Negreiros Neto.

  7. Silvo comentou:

    07.08.2015 - 08h29

    Esses móveis realmente representa a Vida e a Morte. Parabéns!

  8. Gilmar Pereira Lima comentou:

    17.08.2015 - 10h22

    Que poema maravilhoso, poeta! Bela reflexão!

  9. Gustavo Filho comentou:

    17.08.2015 - 16h36

    Muito bom !! Parabéns Negreiros Neto !!!

  10. Elayne comentou:

    17.08.2015 - 17h52

    Paradoxos da vida...
    Feitos sob medida os dois objetos,um para medir a imensidão da chegada de um novo ser,o outro para medir a imensidão da saudade de outro ser que partiu e muitas lembranças deixou.Lindo texto painho.

  11. Paula souza. comentou:

    18.08.2015 - 11h07

    Essa obra reflexiva cujo teor é de natureza poética e realista transcende as barreiras do viver por viver, viver sem sentido, sem rumo, ou se qualquer jeito.
    Nos faz pensar, sentir, questionar sobre o grande projeto do Ser supremo, da Natureza, de uma Força maior, ou seja, o início, o meio e o fim do ser humano.
    Independentemente, de crenças esse poema nos faz pensar na vida e na morte, no percurso cujo destino "final' não sabemos, ou sabemos?!
    "Essa plataforma que é a vida nasce e morre gente toda hora, sejam pessoas amadas, sejam pessoas conhecidas ou desconhecidas. Por mais que estudemos , procuremos, ainda não conseguimos respostas concretas e pelo visto jamais conseguiremos desvendar o mistério que é a morte. Mas uma coisa temos que observar o que fazemos de bom ou de ruim tem consequências seja aqui na terra ou onde estivermos"!!!
    Portanto, levando em consideração a efemeridade da vida na terra, aproveitemos, saudavelmente, da melhor forma possível seja 1 minuto ou sejam 100 anos das nossas vidas.

  12. Pedro Rafael comentou:

    18.08.2015 - 14h17

    Qualquer comentário que possa fazer a Paula Souza o já fez, mas acrescento que essa passagem entre nascimento e morte que todos a chamam de vida, deve-se eternizar em outro momento, pois devemos desprezar as velhas perguntas: De onde viemos e pra onde iremos? "Temos é que vivermos seja onde ou em qual tempo for".
    Felicidade! Poeta Negreiros Neto "Orgulho Itaquitinguense".

  13. Pedro Antonio comentou:

    25.08.2015 - 14h10

    Da mesma forma é a aproximação. ficou muito legal a comparação entre os dois. Parabéns!!

  14. Silvio Pessoa comentou:

    09.09.2015 - 08h39

    É mesmo um grande antônimo entre os dois objeto, mas são sinônimos na proporção do afastamento e aproximação. Bem bolado o poema parabéns.

  15. Rinaldo Pedro comentou:

    26.09.2015 - 09h12

    Parabéns poeta Negreiros Neto,
    texto repleto de verdades ... gosto muito do sua forma de "presentear os versos com pérolas"

  16. Simone comentou:

    15.10.2015 - 19h19

    Muito boa a comparação, digo mais "Um traz e o outro leva".









Esse conteúdo foi criado e postado por:

NEGREIROS NETO

Autorizado por:
Ponto de Cultura CUCA Recife

em 21.07.2015 às 15h39


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