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DIÁRIO DO PROJETO NAS ASAS (PARTE 2) - CONEXÕES

Quarta-feira, 03 de dezembro, São Francisco Xavier.

Outros apontamentos. 

Mais uma história pra relembrar: uma tarde, no final de 2003 eu e o Eduardo conversávamos com o Luis Carlos, Diretor de Comunicação da Câmara Municipal sobre os Celebreiros e os projetos que estávamos desenvolvendo naquele momento, quando ele nos disse que precisava apresentar uma pessoa que trabalhava com cinema numa ONG do Rio de Janeiro. Passado um tempo, recebemos o convite da Gabriela do "ICEM - Instituto Cultura em Movimento", para um treinamento do projeto "Cinema BR em Movimento".

Durante 2004, exibimos longas metragens em diversos lugares de São José, lugares tão diferentes quanto o estacionamento de um grande supermercado e o auditório do ITA.  Foi depois dessa experiência que resolvemos formatar um projeto para a rede pública de ensino da cidade só que utilizando-se curtas-metragens. Por quê? Simples. Um ou dois curtas cabem dentro do horário de uma aula normal. Já com o longa metragem, isso não é possível.

Nascia assim, o projeto "Nas Asas do Cinema".  

Analisando hoje com mais cuidado, vemos que as idéias confluem, se complementam e servem a um princípio educacional básico: ao utilizar o cinema como ferramenta pedagógica, estamos colaborando para uma "reeducação" do olhar de alunos, pedagogos, público em geral. Isso contribui - e muito - para que as pessoas olhem o mundo à sua volta de outras formas. Desde agosto de 2005, quando o projeto iniciou oficialmente, já tivemos 444 exibições de 39 curtas metragens nacionais para um público de 57.881 pessoas em 60 locais diferentes.

Só em São José dos Campos. 

Não é pouco. 

Vários dos alunos que acompanharam as exibições em 2005 estão prestando vestibular este ano e uma boa parte carrega consigo aquelas primeiras impressões ao tomar contato com obras inéditas e com temas profundos. 

Há cerca de dois meses, apresentei um espetáculo de teatro num projeto social que cuida de meninas que estão sob guarda da justiça e, ao final, enquanto nos apresentávamos, comentei com elas que trabalhava com cinema num projeto social. Uma das meninas disse que se lembrava do dia em que assistiu ao "Ilha das Flores", do Jorge Furtado. Outra menina falou que tinha gostado "daquele fime que parece comercial de televisão e onde o casal morre no final". Estava falando do "A Alma do Negócio", do José Roberto Torero. Fiquei pensando naquelas meninas que vivem à margem da sociedade, vítimas da exclusão social, da violência doméstica e outros tipos mais sutis e não menos condenáveis de violência, conversando sobre arte.

Quase três anos depois, os filmes ainda marcavam a memória emotiva delas. 

A pergunta que fica pra ser respondida é: existem limites de alcance, duração e abrangência para um projeto desses? 

Wallace Puosso

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